Nos últimos meses estamos acompanhando de perto os impactos em escala global do Covid-19, uma pandemia que está causando estragos não apenas do ponto de vista da saúde, mas também na economia. Para os investidores, é comum nesse momento surgirem perguntas amenas, tais como:

“E agora, o mundo vai acabar?” ou sua versão mais suave “Meu Deus, vou perder todo o meu dinheiro?”. Ou aquela clássica “Qual o melhor investimento para fazer agora?”

A dura verdade é que eventos assim são comuns, acontecem com certa periodicidade e bagunçam bem a vida financeira das pessoas. O que muitos sabem é que nesses períodos a bolsa de valores dá aquela mergulhada de cabeça rumo ao mar da depressão, as taxas de juros mudam igual um ventilador, o desemprego pega muita gente de surpresa e paira no ar aquele cheiro de “será que isso vai ter um fim?”. O que poucos sabem é que na vida tudo passa (até a uva), que movimentos bruscos são repentinos e se recuperam rápido e que é justamente nesse momento onde excelentes oportunidades de investimento estão disponíveis.

Imagine que uma crise econômica é um passeio em uma montanha russa. Você aperta os cintos e começa subindo devagarzinho, achando que tudo está bem e tranquilo. De repente (não mais que de repente), você tem aquela descida fulminante que te faz arrepiar os pelos do umbigo, rápida e emocionante. Covid-19, crise política, queda do petróleo, desemprego, crise econômica, medo, terror, zumbis, apocalipse, tudo junto e misturado. Mas na sequência, assim como caiu de repente, começa a subir do nada. Você até desconfia e pensa “esse brinquedo está querendo me enganar” e é verdade. Sobe um pouquinho só para cair mais, em uma recessão que normalmente se segue. No fim do passeio vem a luz, a recuperação, aquela subida que supera em muito a primeira subida para começar todo o passeio de novo.

Em outras palavras, temos uma queda repentina de normalmente 30%-50%, seguida de uma subida de recuperação, tão rápida quanto a queda, depois mais uma queda causada pela recessão para depois subir sem parar. Quatro momentos, quatro estratégias. E o meu conselho nessa hora é simples:

Quando começar a subir sem parar, esteja comprado.


0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *